Trabalhando o frevo na educação infantil (ao vivo – 25/01/2018)

**Este conteúdo é complemento da transmissão ao vivo realizada no dia 25/01**

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HISTÓRIA: O GUARDA-CHUVA E A SOMBRINHA DE FREVO (Marcelo Serralva)

Era uma vez um guarda-chuva, que vivia assim meio cinzento, meio preto. Sempre rabujento, protegendo seu dono da chuva que caía do céu. Não sabia fazer outra coisa, e nem gostava que se fizesse outra coisa. Pois o mundo para ele era sempre cinza, sempre nublado. Quando a chuva caía e fazia o mundo inteiro ficar meio triste, ele se abria poderoso e fazia o seu dono ficar sequinho. E desta forma seguia o seu caminho: um guarda-chuva grande e preto, em um mundo que não tinha cor.
Pois um dia desses a chuva apontou no céu. Quando o primeiro pingo de água se anunciou e o dono o abriu, o guarda-chuva já chegou prepotente:
– Saiam da frente! Me deixem passar! Tenho que levar meu dono seco e seguro até outro lugar!
Mas naquele dia a rua estava muito cheia de gente. O guarda-chuva não entendeu que tanta gente era aquela, e porque não se importavam em se molhar. Era um mundaréu de pessoas, em roupas muito coloridas, e dançando no meio da chuva. O guarda-chuva ficou muito irritado com aquela bagunça, e repetiu arrogante:
– Saiam da frente! Me deixem passar! Tenho que levar meu dono seco e seguro até outro lugar!
Foi então que ele a viu. No meio daquela gente toda, uma sombrinha colorida. Muito formosa, pequena até, pulando de um lado para o outro nas mãos de uma dançarina. A sombrinha não parecia se incomodar com a chuva; na verdade ela era tão pequena que não servia para proteger sua dona das gotas que caíam. Mas se uma sombrinha não serve para proteger da chuva, para que servia então?
Então o guarda-chuva e seu dono ficaram parados, olhando a beleza da dançarina e sua sombrinha, bailando no meio das poças de água. Parecia até que a chuva estava dançando junto, e as gotas faziam um balé muito engraçado, rápido, na velocidade daquele ritmo estonteante cujo nome ele não sabia.
O guarda-chuva até tentou falar mais uma vez:
– Saiam da frente! Me deixem passar…
Mas a sombrinha interrompeu sorrindo e disse:
– Deixe de ser rabujento, venha dançar comigo!
O guarda-chuva, sem ação, não sabia o que responder. Meio sem graça, falou bem baixinho:
– Não sei dançar. Só sei cuidar da chuva e olhe lá.
– Não seja por isso!
Foi quando o guarda-chuva sentiu seu dono fechá-lo. Não conseguia enxergar mais nada. Ficou cheio de tristeza, pois pelo visto seu dono não precisava mais dele. E ele não veria mais aquela sombrinha linda.
O dono o colocou em um canto e se afastou. O guarda-chuva ficou só, pensando que o dono o havia abandonado. E aquela sombrinha… nunca mais a veria?
Foi quando ele ouviu aquela voz, mais uma vez:
– Olha o que trouxemos para você!
O guarda-chuva sentiu-se sendo aberto de novo. Enxergou o rosto sorridente de seu dono, junto da dançarina. E a sombrinha! Só que algo estava diferente, ele não estava conseguindo enxergar direito porque algo cobria seus olhos.
Foi quando sentiu que seu dono havia amarrado um monte de fitas coloridas nele. Viu-se levantado para o alto, junto com a sombrinha. E foi então que o guarda-chuva conseguiu ver, do alto, um mar de outras sombrinhas coloridas. Milhares delas, dançando alegremente no meio da chuva.
– O que é isso? – perguntou o guarda-chuva?
– É o frevo! – respondeu alegremente a sombrinha, e voltou a dançar nas mãos de sua dona.
E foi assim que um guarda-chuva tornou-se um guarda-frevo, dos muito animados. Dizem que até hoje ele pula carnaval, sempre vestido de fitas coloridas, e acompanhado de sua amada sombrinha. Se alguem vê-lo por aí, nas ruas de Recife, é só gritar: GUARDA-FREVO! E com certeza ele responderá!

 

Links de Referência:

Mapa quebra-cabeça:

Mapas divertidos

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